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Biografia
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A vida de Henrique Afonso

Em 03 de dezembro de 1964, em plena Ditadura Militar, nasce de tradicional família cruzeirense, Henrique Afonso Soares Lima, filho do funcionário público senhor Tito Lima e da costureira Luzanira (Dona Lulu).
Iniciou sua inserção no movimento social, no início de sua juventude, através do Grupo de Jovem da Igreja Católica – MOJUC.
Dizia:

 

“nessa sociedade todos têm que ter o seu lugar! E nós jovens, podemos contribuir para a vida melhorar!”.


Em 1983, aos 19 anos de idade, era professor do Colégio São José em Cruzeiro do Sul. Professor poeta, manifestava seus sonhos de ver a igualdade social através das linhas e entrelinhas de suas poesias.


“Sonhei... sonhei que a vida se fez vida na inquietude dos meus desejos. Eu sonhei que todos os homens, eram mais que homens e no seu dia-a-dia se fizeram humanos. Sonhei com a certeza de irmãos, com os braços dados, sem medo...”


Em 1989, formou-se em pedagogia pela UFAC, em Rio Branco. O acadêmico tão coletivamente pensou, que sempre ajudou a cada colega que dele precisou, a tal ponto que no dia da formatura toda a turma lhe homenageou e Henrique Soares Lima foi o nome dado a sua turma quando se formou.

 

O professor criativo, era rico de ânimo, cheio de idéias e disposição e na data de sua formatura já era, há um ano, diretor da escola de 1° Grau Alcimar Leitão, escola onde, de forma inédita, introduziu em Rio Branco, o ensino através da pedagogia de projetos, método que até hoje é avaliado pelos grandes pedagogos, como pedagogia de sucesso.

Desde 1986, em Rio Branco, aderiu ao movimento sindical, e da CUT ao SINTEAC, lutou para que o trabalhador não fosse tratado de modo desigual. Ao lado de líderes como: Marina Silva, Sérgio Roberto e outros, lutava pelos direitos dos trabalhadores em educação e por uma escola pública de qualidade.

 

Fascinado pela natureza, e grande compositor, Henrique não esquecia suas raízes e, com suas poéticas melodias, expressava o amor que guardava pela sua cidade natal: Cruzeiro do Sul–AC.

“Os meus sonhos se confundem lá na serra... aves que ruflam aquietando a quimera, paraíso, musa verde, meu lugar... parque flório, te admiro à distância, com meus medos, de ver sucumbir teus segredos...”   “Cruzeiro do Sul, terra de gente dos Náuas, floresta e vida, de gente que luta, minha terra querida!”


De volta a Cruzeiro do Sul, sempre ligado a cultura, Henrique criou um grupo teatral, denominado Poyanawas, nome da tribo indígena, da qual sua esposa descendia. Através do teatro, também, apresentava suas aspirações, seus questionamentos, quando dividia com os que os assistiam, o que ele chamava de “minhas indiosincrasias”. Nesta época, já pensava muito em Cristo, e levava à reflexão espiritual, os que assistiam ao espetáculo: “ame-o ou crucifique-o”.

 

Além do grupo teatral, Henrique, com um grupo de amigos, fundou em Cruzeiro a comissão pró-cultura, através da qual realizavam a cada ano a inesquecível Maratona Cultural que fazia a alegria de muitos e revelava o quanto o povo cruzeirense é criativo e talentoso.

 

Em Cruzeiro do Sul, de 1991 a 1995, foi eleito presidente do SINTEAC. Neste mesmo sindicato, se consolidou como político nato.  Em uma de suas poesias, o líder sindical e professor da UFAC, que liderou as greves mais significativas do seu município, e que chegou a ficar acampado por vários dias em frente a Câmara Municipal, reivindicando o apoio dos vereadores na luta pela melhoria do tratamento com os trabalhadores em educação, expressava seus sentimentos dignos de um guerreiro:

 

“Reluzi as efêmeras vezes que estampei o peito de guerra e grito e me retratei um gavião de rua, porque fiz greve.”

 

Na década de 90, aqueles que acompanhavam a luta do sindicalista e acreditavam no seu potencial, chegaram a uma conclusão: “Os velhos de Brasília não podem ser eternos”. E com esse slogan Henrique é lançado como candidato a Deputado Federal pelo PC do B, partido em que militava naquela época. Não foi eleito, mas não desistiu, no mesmo partido Henrique foi em frente e com o slogan “A luta não pára”, teve expressiva votação. Por falta de legenda não foi eleito. Somente em 1997, “por uma questão de honra”, como expressava o seu novo slogan, Henrique foi eleito vereador pelo PC do B. Membro da Igreja Presbiteriana, convertido um dia antes da eleição, o vereador, que também era evangelista dessa Igreja, onde anunciou sua conversão, agiu como autêntico cristão e na Câmara Municipal, defendendo a ética, o respeito e o amor ao próximo, deu exemplo de bom cidadão. 

 

Dedicando-se aos ensinamentos de Cristo, depois que fundou uma Congregação da Igreja Presbiteriana no bairro Saboeiro, em Cruzeiro do Sul, Henrique foi enviado, através da Igreja, ao Vale do Acre. Deixou para trás sua vida política e seu contrato de professor da Universidade Federal do Acre e foi pastorear a Igreja Presbiteriana de Senador Guiomard e, algum tempo depois, pastoreou, também, a Igreja Presbiteriana do Universitário, situada no Conjunto Universitário III.

 

Depois de muitos convites para retornar a vida política, Henrique percebeu que, como servo de Deus, poderia contribuir para o progresso de seu país e que em um ambiente difícil, como é o meio político, também se pode demonstrar o quanto é importante a luta pela fidelidade, pela ética, pelo bom exemplo e contra a corrupção.


“Em 2002, qual não foi nossa alegria! Esse político de história marcante, filiado no PT desde 1999, foi eleito deputado Federal, e muito tem contribuído para nosso partido crescer. Sempre firme na luta, seu exemplo nos anima. Esse petista do Alto Juruá, com sua luta e com sua garra é um homem que o povo muito estima. Grande líder, que sempre reuniu muitos em torno de bandeiras de importantes batalhas, o PT se orgulha de você! E o povo acreano também”. (extraído de um texto de homenagem do PT ao Deputado)


Henrique Afonso, é casado, há 18 anos, com Rosângela do Nascimento Lima e tem 03 filhos: Alan Péricles, Alane Tayane e Aline Carol. Família o acompanha em sua posse na câmara federal.

 

 

Momentos marcantes de campanhas e movimentos políticos


O trabalho de Henrique Afonso, na Câmara Federal, tem sido a expressão marcante daquilo que justificava há muitos anos atrás, quando ser Deputado Federal ainda era apenas um sonho:

 

“O sonho de ser Deputado Federal é o resultado de uma experiência de luta que me tornou um cidadão indispensável na construção de uma nova sociedade”.


Evangélico, membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, o deputado Henrique Afonso, é integrante da Frente Parlamentar Evangélica, lutando junto com os demais Parlamentares pela valorização dos princípios éticos cristãos na construção de uma sociedade mais justa.

 

Na Câmara, Henrique teve a honra de entregar a alguns pastores do Acre um prêmio destaque nacional, concedido pela Frente Parlamentar Evangélica à servos de Deus que deixaram suas famílias, sua terra natal e se obstinaram em oferecer suas vidas em prol da propagação do Evangelho no Acre.

 

Henrique Afonso é um político, que procura estar sempre no meio do povo. Durante a semana, está em Brasília, cumprindo suas obrigações, como parlamentar. Nos finais de semana, feriados e recessos, pode ser encontrado em qualquer lugar do Estado do Acre. Cumpre uma agenda de visitas que abrange Rio Branco e demais municípios do Vale do Acre e tem um trabalho intensivo no Vale do Juruá, chegando a muitos locais de avião monomotor, de barco, canoa e até a pé. Motivo das viagens? Henrique não se baseia somente em relatos para pautar suas lutas e desenvolver seus projetos. Gosta de ver e sentir na pele a necessidade dos irmãos acreanos, para não esquecer que há muitos que sofrem e que contam com o seu apoio e dedicação, com projetos e ações de peso, que contribuam para a vida dos acreanos melhorar, e a esperança aumentar.