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05/11/09
Entrevista com o Deputado Federal Henrique Afonso

O Deputado Federal Henrique Afonso, do Estado do Acre, é Professor e Pedagogo; Evangélico da Igreja Presbiteriana do Brasil; grande idealista da Universidade da Floresta e membro da CAINDR.


 


Nesta entrevista, ele fala sobre a Universidade da Floresta e elogia a Comissão da Amazônia pela grande contribuição nos avanços de um  novo modelo de desenvolvimento na Amazônia.


 


1.       Uma marca do seu mandato bastante divulgada foi a implantação da Universidade da Floresta no Acre. O que motivou V. Exa a tomar esta iniciativa?


 


Quando fui professor do Campus da UFAC (Universidade Federal do Acre) em Cruzeiro do Sul, resolvi  abraçar a causa de aumentar as opções de cursos superiores com a possibilidade de  diálogo entre a Academia e a Sociedade sob um novo conceito de ensino, pesquisa e extensão voltados para a valorização da vocação regional e dos povos da floresta. A proposta da sua criação nasceu a partir do envolvimento de universidades, institutos de pesquisas, organizações não-governamentais e movimentos sociais, além de políticos e técnicos dos governos estadual e federal.   Depois de vários debates e reuniões técnicas para a elaboração das diretrizes e da estruturação da  instituição, o projeto de criação da Universidade da Floresta foi acatado pelo Ministério da Educação, com apoio dos Ministérios do Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia.


 


2. Do ponto de vista institucional, como funciona a Universidade da Floresta?


 


O ensino superior fica sob a responsabilidade do Campus UFAC - Floresta. De 2006 a 2010, somaremos sete novos cursos, incluindo Ciências Biológicas, Enfermagem, Engenharia Florestal, Formação de Docentes Indígenas, Comunicação/Jornalismo e Direito.


Os alunos atuarão em projetos de  ensino e pesquisa no Instituto da Biodiversidade (IB) (em construção) e o Centro de Formação Tecnológica  das Florestas (Ceflora), do Governo do Estado, interagindo com a UFAC e com as comunidades está ofertando cursos profissionalizantes voltados para a potencialização dos Arranjos Produtivos Locais.


 


3. Na sua opinião, qual a contribuição da Universidade da Floresta no contexto do desenvolvimento da Amazônia?


 


A implantação da Universidade da Floresta não é importante apenas para aquela região da Amazônia, mas para o Brasil e o mundo. O Alto Juruá possui biodiversidade extremamente rica, que pode trazer enormes dividendos ao país, desde que explorada de maneira sustentável. Isso sem falar que na região vivem 22 etnias indígenas, uma riqueza cultural imensurável.


Ao incluirmos os povos da floresta no processo de produção de conhecimento, juntamente com a Academia, encontraremos novos conceitos e soluções para o desenvolvimento sustentável da região.


 


4. Qual a relação entre os objetivos da Universidade da Floresta e o III Simpósio da Amazônia?


 


Em primeiro lugar, quero elogiar a CAINDR pela grande contribuição que vem dando para avançarmos nas proposições de um novo modelo de desenvolvimento na Amazônia, calcado sobretudo, na valorização das potencialidades e sustentabilidade do patrimônio natural e sócio-cultural. Assim como nossas motivações para a implantação da Universidade da Floresta se basearam na busca de soluções que melhorem a vida da população, sendo ao mesmo tempo sustentáveis economicamente e ecológicas, os desdobramentos do Simpósio da Amazônia são muito importante para que o Estado incorpore cada vez mais medidas concretas que tragam benefícios à região sob a ótica da sustentabilidade.


 




Informativo da Comissão da Amazônia